Missão ou Religião?

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apclogomenorMinha inquietação é uma afirmação quanto as “Não vos conformeis com este século, antes renovais sua mente”…, mas também “não andeis ansiosos… cada dia traz seu próprio mal.…” E ainda tem uma afirmação que penso sempre… URGÊNCIA para os nossos dias… e tem muitos de nós que tem sentido esses Ventos Espirituais… um anúncio do que está por vir.

Será que nós todos estamos notando, vendo, sentindo, percebendo este anúncio?

Após muito orar mando para você este e-mail.

Assim o farei, pois, meu coração esta calmo e minha mente em nada me acusa.

Quero com esta colocar para você meu coração, meu sentimento e espero ser compreendido por você.

Irei dividir a princípio em duas pequenas partes.

A primeira parte:

Me chamo Nilto Correa Cavalheiro, tenho 49 anos de idade e sou casado com Marlene Cavalheiro que tem 47 anos de idade, especialista em educação, tenho dois (02) filhos, Samuel Cavalheiro, com 15 anos de idade e Ana Cavalheiro com 12 anos de idade. Samuel e Ana nasceram dentro da JOCUM – Jovens Com Uma Missão. Ou seja, no campo missionário.
Trabalhei com a JOCUM desde o inicio dos anos de 1990, comecei meu chamado com Paulo e Eunice Barcellos em Gravataí, Rio Grande do Sul – Brasil – Brasil, após fui para Porto Velho, Rondônia – Brasil para o inicio da Base de JOCUM nesta cidade com Reinaldo Cazão e Bráulia Ribeiro, onde lá permaneci por alguns longos anos, 16 ou 17 anos de atuação no norte do Brasil envolvido nas questões indígenas, ribeirinhas e muitas outras, em 2004 lançamos , abrimos, iniciamos o Projeto Cidadão de cunho cristão, social e humanitário sem fins lucrativos.

Ainda passei 18 meses em Worcester, Africa do Sul na Base e Centro de Treinamento da JOCUM na época o Diretor era Stefaan Hugo, onde organizamos e mobilizamos uma equipe juntamente com a Missionária Marelize Barnard e viemos para abrir uma Base e Centro de Treinamento da JOCUM em Maputo – Moçambique – África e também fiz os primeiros contatos, viagens, organização e o Projeto para a abertura da Base e Centro de Treinamento da JOCUM em Nampula no norte de Moçambique. Sou o atual Diretor Executivo da APC Associação Projeto Cidadão e também Membro da Comissão de Direitos para Todos e Pesquisador Social.

Segunda parte:

Amado (a), neste mundo GLOBALIZADO, não podemos nos dar ao luxo de ficar num espaço físico e geográfico fechados para o mundo é a impressão que tenho que esta acontecendo dentro da maioria de nossos movimentos, denominações e organizações missionárias.

Precisamos estar conectados a Moçambique (no nosso caso aqui) sim e ao resto do mundo. Vejo muitas organizações, missões, denominações e movimentos como o nosso e para não ficarmos sem fazer parte do que Deus tem para o nosso tempo, para o nosso povo, para a nossa gente, para a nossa geração, penso que precisamos de parcerias de forma oficial com organizações nacionais e internacionais, governamentais e não governamentais esta é minha oração para que todos os líderes aqui de Moçambique e do mundo tenham este entendimento e visão.

Penso que esta seria uma nova estação, ponto para o que fazemos em termos de discipulado de nações.

Penso que num mundo de tantas religiões, denominações, mentiras, curandeirismos e feitiçarias, precisamos discipular as nações sem esta linguagem religiosa ou tradição religiosa, sem a cultura denominacional ou a religião de Placa, mas sim pelo caminho da Justiça que o Rei pede para que nós cidadãos do Seu Reino venhamos a aplicar neste mundo de homens alienados e condenados, mas que tem a opção de vida eterna por meio da Justiça que é Cristo Jesus.

Sabemos, eu sei que vamos ter resistência por parte de muitos pela abordagem que apresentamos, dinâmica, atuante, sem partidarismo e sem religião, sem placa e sem denominação, simplesmente visando o que denomino de Reino de Deus. Quero me manter firme naquilo que acredito e que Deus, meu Pai tem me liderado.

As nossas organizações, movimentos, denominações, missões em Moçambique e no mundo tem que desejar realmente discipular as nações, os nossos projetos sociais precisam desejar uma nova abordagem, sem paternalismo, sem religião, sem a marca de alguém, nome de alguém, simplesmente a marca de Jesus.

Penso que se formos mais ousados como instituições chegaríamos onde o Estado não consegue chegar e em momentos de dificuldades deveríamos ser os primeiros a chegar.

Mateus 11:12 “Desde os dias de João Batista até agora, o reino dos céus é tomado por esforço, e os que se esforçam se apoderam dele.”

Penso que se não abrirmos mão. Se a nossas organizações, movimentos, missões e denominações não abrirem mão de alguns poderes nunca discipularemos as nações, pelo contrario apenas faremos o que muitos fazem e mais, proselitismo.

Estamos vivendo uma época, em um momento da historia onde 70% da terra já ouviu as Boas Novas do Evangelho, (segundo o que tenho visto e lido, acompanhado) porém o triste é que elas não sabem as implicações de tudo isso, para elas é simplesmente ser parte de uma denominação local ou entrar para as nossas organizações, missões ou movimentos e denominações alguns por oportunismo ou falta de oportunidades fora.

É tempo de discipularmos as nações e hoje a denominação local não é a Igreja Bíblica, é uma lástima, falo isso com dor no coração ao ver muitos de nossos líderes aqui compactuando com as ideias de Paulina Chiziane, dizendo que o CURANDEIRO É O GUARDIÃO DA CULTURA MOÇAMBICANA. Isso eu chamo de alienação cultural e religiosa, isso é o que estamos passando para as gerações que estamos formando.

Apenas religião não religa o homem a Deus, precisamos comunhão, intimidade, convivência e serviço. Hoje o mundo esta vivendo religiões e tradições. Estamos trabalhando com certeza com uma mentalidade de dominados da colonização e os estrangeiros se habituam a isso e praticamente param no tempo.

Temos um monte de homens que dependem de homens para se relacionarem com o criador, a minha relação com Deus não pode depender de cultura religiosa ou de placa denominacional, de padrões estabelecidos que não podem ser mutáveis e de homens porque o mundo muda, as coisas mudam, as situações são outras, as pessoas amadurecem ou apodrecem.

Temos que ver onde estamos neste quadro. Penso que as pessoas não querem mudar, ou até algumas querem, mas por depender ainda do homem não se tem força ou entendimento suficiente para rodar a estrutura e derruba-la e construir tudo novamente usando as bases.

As vezes tenho a impressão que estamos com os nossos movimentos, denominações, missões e organizações vivendo em um tempo e espaço de masturbação coletiva onde reunimos como manda a tradição religiosa e de placa para orar, clamar, pedir, falar dos nossos próprios problemas, desejos, vontades, sonhos, planos, cursos, escolas, bases e centros de treinamentos, na verdade temos reunido porque estamos apenas olhando e preocupados com o nosso próprio umbigo, para o nosso próprio sustento e bem-estar. Precisamos visar as nações, os povos, as multidões sem pastores que andam como ovelhas perdidas por todos os lados.

Chego a pensar que a maioria das organizações, missões, movimentos e instituições se tornaram denominações ou seja simplesmente PLACA e com muito orgulho a sua volta, ainda com muita sofisticação. Com sua própria religião.
E hoje como estamos aqui continuaremos com grandes dificuldades para mudar a nossa geração.

O que escrevo, penso, falo choca. Muitos não gostam do meu estilo, de mim, das minhas iniciativas, do meu trabalho, mas o problema é que não conseguem ter respostas contra a minha relação com Deus, mesmo com todos os meus pecados e defeitos que são muitos e inúmeros eu decidi ter integridade e não reputação e hoje as pessoas querem lideranças, reputação, nome, status, cargos, títulos, posições, funções, direções, presidências, etc….. Isso cansa, pois de tanto poder que alguns tem pouco se faz em prol do povo que Deus tem confiado porque temos tanta religião, forma, burocracia, conceitos e preconceitos que nos impedem de nos relacionar com o povo e cumprir o chamado de forma concreta e simples e andar com os “pecadores”.

Sou chamado, e sei que tenho que comprar bons conflitos, mas esses com fim de gerar mudanças, isso é o que quero e desejo, por isso arde meu coração.

“Precisamos de um novo perfil de sodalidade, precisamos reposicionar algumas coisas, precisamos entender melhor o corpo de Cristo e a relação missão e igreja local. Isso fará muita diferença em nosso meio aqui em Moçambique na Africa. (Sodalidade: se refere às estruturas missionárias, voltadas para a execução de tarefas específicas necessárias para a proclamação do evangelho). (Bráulia Ribeiro – Líder Internacional de Missões). “

Penso que pelos anos de Evangelho em Moçambique poderíamos ter uma voz mais ativa em favor dos mudos da nossa sociedade, uma maior representatividade uma maior atuação, poderia ser relevante e um grande agente de transformação social.

Oro e estou visualizando pessoas com o DNA inovador de baixo da vontade de Deus usando fé e obras juntas.
O mundo mudou e nós não percebemos os tempos. Sei que Deus quer isso para o nosso tempo.

Vou, se não puder trabalhar continuar orando e tentando formar opinião, nem que seja de alguns poucos.

Que Deus te abençoe.

Muito obrigado por considerar e ler meu e-mail, meu grito, meu apelo.

Com amor e em Cristo,

Nilto Corrêa Cavalheiro –
Diretor Executivo
APC Associação Projeto Cidadão
Fazendo Jesus Conhecido Através da Convivência e Serviço.
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